O som surdo dos punhos atingindo a carne ecoou na sala.
Os gritos de Joana foram se tornando cada vez mais fracos. Ela se contorcia como um peixe fora d’água, o rosto coberto de lágrimas e ranho: — Desculpa, Sr. Serpa... Eu sou só uma bastarda sem pai nem mãe, queria tanto uma família, por isso contei aquelas mentiras...
De repente, ela agarrou a barra da calça de Gilberto, batendo a testa no chão até formar hematomas: — Me perdoa, por favor, nunca mais vou enganar ninguém, te suplico, me perdoe