O choro de Miranda não cessava. Era um som cru, indefeso, que ecoava no quarto impecável do hospital. Alec, paralisado e sentindo-se invadido pela vergonha e por uma culpa corrosiva, ficou quieto. Não podia ir embora, mas também não podia consolá-la, já que ele era a raiz daquela dor.
Ficou ali até que o soluço se transformou num arfar cansado, e Miranda afundou-se de novo no colchão, exausta. Ela fechou os olhos, e o silêncio retornou, interrompido apenas pelo leve som das máquinas que monitor