Clara
Assim que o carro para em frente à mansão, sinto a presença do meu pai ao meu lado, firme e impassível. Ele sai do carro primeiro, e eu aguardo a porta ser aberta por um dos seguranças. Meus passos ecoam na entrada espaçosa, e logo ouço a voz de Rosa se aproximando, sempre cuidadosa.
— Senhorita Clara, que bom que voltou.
Meu pai a interrompe, antes que eu possa respondê-la.
— Não quero ser interrompido, Rosa. Vou ter uma conversa séria com minha filha.
Seus passos seguem na direção do cor