Clara
— E, então, Clara? Já se casou? Ou ainda está esperando pelo príncipe encantado?
Cruzo os braços, mantendo meu tom firme.
— Não, Mark. Ainda não. Mas eu não tenho pressa. Sei que vou encontrar a pessoa certa.
— Pessoa certa? — Ele ri, como se a ideia fosse ridícula. — Clara, sejamos honestos. Com as suas condições, ninguém vai te aceitar como eu aceitei. Eu fui o melhor que você poderia ter.
Ouvir isso é como levar um tapa. Ainda assim, não deixo transparecer.
— É mesmo? Pois saiba que prefiro esperar por quem realmente me valorize a me contentar com menos do que mereço. Se está aqui para falar bobagens, pode ir embora. Não tenho tempo para isso — digo firme.
— Ah, Clara — ele continua, ignorando minha irritação. — Sabe, você deveria me agradecer. Eu era o melhor partido que você poderia encontrar. Aceitei você como você é, mas, claro, você preferiu terminar comigo. Uma pena, não acha?
— Uma pena foi ter perdido quatro meses da minha vida com você, isso sim — retruco.
O silêncio