MIRELA
Aquelas foram as horas mais longas da minha vida.
Eu não sabia o que fazer, nem pra onde olhar. Sentia meu peito doer como se alguém estivesse apertando meu coração com força. As lágrimas não paravam, não interessava o quanto eu tentasse controlar. O chão frio do hospital, as luzes brancas, o cheiro de remédio e sangue — tudo parecia sufocante.
Lucas estava sentado do meu lado, de cotovelo apoiado no joelho e a cabeça baixa. Acho que ele não sabia o que fazer também. Estava tão perdido