MIRELA
Saí do banho enrolada na toalha, e, quando abri a porta do quarto, Thiago já tava lá. Encostado na bancada da cozinha, me olhando, de braço cruzado, daquele jeito que só ele sabe.
Ele não disse nada. Só veio até mim, em silêncio, pegou minha mão e me puxou de leve até o sofá. Me sentei, ele se abaixou na minha frente, segurou meu queixo e me olhou bem fundo nos olhos.
— Tá doendo, né? — ele perguntou, passando o polegar de leve na minha bochecha. A voz dele tava baixa, mais calma, difer