Narrado por Elena Volkov
O barulho dos motores do jato era um zumbido constante, mas o silêncio dentro da cabine principal era muito mais ensurdecedor. Dante me jogou no sofá de couro largo e se serviu de um uísque puro, as mãos ainda manchadas com o sangue seco de Nikolai. Ele não disse uma palavra desde que decolamos de Genebra.
Eu estava enrolada no sobretudo dele, sentindo o calor voltando ao meu corpo, mas minha alma ainda estava congelada.
— Dante... — comecei, minha voz falhando.
Ele que