Abracei Milena pela cintura com todo o cuidado do mundo.
Minhas mãos, acostumadas a segurar armas e a sentir o impacto de socos, pareciam ganhar uma sensibilidade nova quando tocavam a sua pele.
Eu podia sentir o seu calor e a sua presença, que nos últimos meses, tinha se tornado a única âncora que me impedia de derivar para o fundo do poço.
— Precisamos sair daqui, pequena — falei, mantendo a voz baixa, o mais perto do ouvido dela que consegui. — A cobertura não é mais segura. O Nathan sabe