O silêncio na sala era tão pesado que eu sentia como se as paredes estivessem se fechando.
Meus dedos, que ainda seguravam o celular de Alessandro, tremiam. Eu continuava encarando a imagem congelada na tela.
O rosto, o formato do maxilar, a frieza no olhar… era uma cópia, uma distorção perversa da pessoa que eu amava.
— Não — a voz de Rafael soou, vinda de um lugar distante.
Ele soltou um suspiro profundo, quase um gemido de alívio misturado com terror.
— Esse não é o Nicolas. Esse é o des