Ela ficou ali, parada em frente à minha mesa, como se também não soubesse pra onde ir. O silêncio entre nós ficou tão denso que eu quase podia segurá-lo com as mãos.
E aí ela fez o pior movimento possível: ajeitou um fio solto de cabelo atrás da orelha. Eu quase perdi a cabeça.
Tirei os olhos dela por um instante, tentando recuperar algum controle. Passei a mão pela nuca, respirei fundo.
— Rafael… — ela chamou meu nome como se estivesse pisando num campo minado.
— Lorena… — respondi, sem corage