A porta da garagem deslizou com um silvo suave e eu estacionei o carro no seu lugar exato, como sempre. O silêncio da minha casa era um alívio e uma condenação ao mesmo tempo.
Desliguei o motor e fiquei ali por um minuto com a cabeça apoiada no volante, tentando apagar a imagem que estava queimada na minha retina daqueles dedos roxos no braço da Lorena.
Ela me evitou o dia inteiro enviando e-mails onde uma simples passada na minha sala resolveria. Desvios pelos corredores. Até o almoço ela dev