A tarde se arrastava e o tempo parecia ter uma consistência diferente aqui, mais espessa e lenta.
Alana estava no banho, o som da água corrente vinha suavemente pelo corredor.
Eu estava sentada na cama, com as costas apoiadas em algumas almofadas que a Glayce tinha arrumado, tentando encontrar uma posição que não fosse uma tortura.
Glayce entrou, sentando-se na cadeira simples que ficava no canto do quarto. Ela parecia estar sempre avaliando, de guarda.
— O que vai acontecer agora, Glayce? — perguntei, minha voz ainda um pouco rouca. — Depois que eu me recuperar um pouco?
Ela olhou para mim, considerando quanto dizer.
— Primeiro, a gente tira a Joyce dessa fria. Esse é o passo imediato. O Eduardo e o Rafael tão coordenando isso.
O nome dele, mesmo dito por ela, fez um calorzinho tímido brotar no meu peito, logo abafado pela preocupação.
— E depois?
Glayce suspirou, um som profundo e cansado, então cruzou os braços.
— Aí… aí a gente tem que lidar com o Thales. E com umas coisas qu