A viagem de volta foi um tormento. A dor era constante, e a impotência, ainda pior.
Dois dos homens de confiança do Alessandro me acompanharam até o aeroporto e embarcaram comigo, vigilantes.
No avião, olhando a cidade de São Paulo desaparecer sob as nuvens, só conseguia pensar nela. Presa, com um guarda-costas que podia ser amigo ou inimigo.
Eu estava voltando para Belos Campos. Para o meu escritório, as reuniões vazias, para a vida de fachada.
Mas meu coração, meu foco, minha guerra… tudo estava agora dividido entre duas cidades.
E eu só rezava para que o plano do Eduardo desse certo. E que, quando eu pudesse finalmente agir, não fosse tarde demais.
***
Assim que cheguei a minha cidade, a primeira coisa que fiz foi deixar homens meus e de Alessandro espalhados. Queria eles em cada ponto dessa cidade, com olhares atentos a qualquer avanço desse grupo do Thales.
Qualquer ponto estratégico que eles achassem que teriam, nós já estaríamos lá.
Agora que sabíamos que Tom trabalhava