O quarto estava silencioso, e o burburinho baixo de Raul coordenando a segurança da casa vindo da sala era apenas um ruído de fundo.
A parede de informações parecia me encarar, um quebra-cabeça com peças de sangue e medo. Mas no centro de tudo, um vazio que doía mais que o osso quebrado… não saber como ela estava.
A mensagem profissional e fria dela ainda estava lá, me causando uma sensação estranha. Eu tinha prometido a mim mesmo que ia manter distância.
Era a coisa certa a fazer, a única coisa segura na verdade. Mas a incerteza estava me consumindo por dentro, mais infecciosa que qualquer ferida.
Com um suspiro que saiu bem pesado, peguei o celular e marquei um número que não era do trabalho, mas de uma linha direta.
Ela atendeu atendeu no segundo toque.
— Chefinho! — a voz de Carol era animada, um contraste gritante com a escuridão do meu quarto. — Sumido! Como tá a tal viagem de negócios? Todo mundo aqui tá perguntando quando o patrão volta, viu?
Para a empresa, eu estava em São