— Eu não preciso de tempo… eu preciso de você.
A voz da Patrícia saiu mais baixa, mas carregada de uma urgência que não combinava com a postura que ela tentava manter, e, por um instante, ficou claro que aquilo já não era mais só orgulho ferido ou impulso, era algo mais insistente, mais enraizado, algo que ela não estava conseguindo controlar.
Sustentei o olhar dela sem me aproximar, mantendo a distância que sempre existiu entre o que ela queria e o que eu estava disposto a dar, deixando que