Ela percebeu.
Não pelo que eu disse.
Mas pelo que mudou.
Foi sutil, quase imperceptível, mas suficiente para alguém como ela, que sempre observou demais quando se tratava de mim, entender exatamente onde tinha tocado.
O olhar dela suavizou, a postura perdeu parte da rigidez, e, pela primeira vez desde que a conversa tinha começado, a impulsividade deu lugar a algo mais calculado, mais… conhecido.
— Eu não queria ter falado aquilo… — disse, a voz mais baixa, mais cuidadosa, enquanto