O restante do dia passou arrastado.
Não por falta de coisas pra fazer.
Mas por excesso de coisa na cabeça.
Eu tentei trabalhar.
De verdade.
Abri relatórios, revisei números, respondi e-mails… fiz tudo que precisava ser feito.
Mas nada ficava.
Nada fixava.
Minha atenção escapava o tempo todo.
Voltava pra mesma coisa.
Dante.
A ligação.
O jeito como ele falou.
“Alguém vai aí.”
Aquilo não saía da minha cabeça.
Minha mão batia levemente na mesa, impaciente.
Olhei o relógio mais vezes