Capítulo 02

— Tenho dinheiro para que você possa gastar e desgastar.

Se recomponha Agatha Nadja. Seu objetivo não é ser tentada por bens matérias.

Mas meu sonho de ser rica.....

— Senhor Haltman. — olhei para criança que estava entretida com um livro de sudoku.

Em que momento ele conseguiu aquele livro?

— Continuando. Eu quero esclarecer que entre nós não existe nenhuma relação.

— Não diga palavras desanimadoras na frente do nosso filho.

Nosso filho?

Ugh quanta audácia.

— Com todo devido respeito. — falei baixo tentando não chamar atenção do Nikolas. — Eu não te conheço.

O homem de antes voltou com uma garrafa de vinho e serviu-nos.

Alexander segurou na taça e balançou-a levemente.

— Sabes por que pedi este vinho?

— Tenho cara de quem tem uma bola de cristal?

Murmurei revirando os olhos, ele pareceu não ouvir e, se ouviu, fingiu ignorância.

— Fiore Eterno significa amor eterno, o amor que nunca sera efémero. Um amor digno de ser vivido.

— Por que esta me contando isso? Eu nem quero saber.

— São criadas somente 8 garrafas desde vinho á cada 5 anos. Ele é recente, mas é um dos melhores vinhos que já provei, o melhor que Dionísio já desenvolveu. O que o amor não faz.

Ele estava falando de Dionísio, o Deus grego dos vinhos ou o Dionísio que não conheço fabricante de vinhos?

— Cara onde você quer chegar com toda essa história?

— 21 de Setembro de 2021, aeroporto internacional de Botswana.

Essa data não me era estranha...

— Esse foi o dia que eu me mudei para estudar em Nova York.

— Esse foi o dia em que te conheci.

Essa história havia a muito deixado de ser um caso para os Winchester e, passado a ser um caso para o FBI.

— Eu não me lembro de você.

— Não precisa se lembrar.

Peguei na taça e virei toda de uma vez.

Onde eu havia me colocado?

Tudo culpa da tentação. Maldita tentação e o sonho de ser rica.

— Vamos jantar.

— Acho melhor eu ir.

Me levantei e peguei minha bolsa.

— Você pode ir, mas nenhum taxi passa por aqui.

Ele tinha razão, daqui para minha casa eram vários quilómetros, e a pé eu morreria de exaustão antes de alcançar metade da jornada.

Desisti da ideia e me sentei com um sorriso falso.

Enquanto esperávamos pela nossa comida, para ignorar seu olhar persistente me foquei completamente em seu filho e foi assim até o final do jantar.

Nikolas andava na frente saltitando e nós lado a lado em um silêncio constrangedor.

Quando chegamos ao lado de fora algo inusitado aconteceu.

Alexander de repente ajoelhousse em minha frente abriu uma caixinha veludo. Nela continha um anel encrustado de diamantes.

Quase cai para trás, porem ele segurou minha mão e antes que eu pudesse me afastar, ele já havia colocado o anel em meu dedo, e cabia perfeitamente até demais como se tivesse sido feito sob medida.

— Ficou maluco? — o empurrei.

— Coopera comigo, mein liebe.

Mein Liebe! Mein liebe.

Se ele estiver me insultando eu mato ele.

Vários flashes me cegaram, foi como ser acordada com uma bomba de fotons. Cobri meu rosto com a minha bolsa e senti alguém se agarrando a minha perna.

Alexander me cobriu e sem pensar duas vezes o abracei. Ele me protegeu até que eu estivesse segura dentro do carro.

Olhei pro banco de trás e vi que Nikolas estava junto de nós, respirei mais aliviada.

— Você está bem? — perguntou.

Acenei que sim e olhei pela janela e pude ver os seguranças contendo os paparazzis.

— O que foi isso?

— Anunciamento do nosso noivado.

— Sabes que mais... — respirei esgotada. — Somente me leva ate a cafetaria.

Depois desse dia caótico, uma boa noite de sono será um mimo.

— Hoje é ação de graça, será difícil encontrar um taxi disponível.

— Da para parar de dizer o óbvio, agradeceria! — revirei os olhos. — Eu não vou compartilhar meu endereço contigo.

Ele parece aquele tipo de homem que você se arrependerá de ter conhecido.

Um maníaco.

— Não tem nada que eu não saiba sobre você. — Ele sorriu de canto. — Seu aniversário, o nome de sua mãe, com o que ela trabalha, em quais turnos, sua conta bancária, seu numero de telefone. Adam, Anne e Harry, ate a Mariah.

Meu coração travou.

— Para o carro! — ordenei.

Nikolas que estava dormindo se moveu mas logo voltou a fechar os olhos.

— Eu mandei você parar o carro. — falei mais firme e com voz baixa.

— Eu não sou um estranho, sou seu noivo. — seu olhar caiu em meu dedo anelar.

Eu havia completamente esquecido desse pequeno grande detalhe.

— Alexander pare o carro se não...

— Se não o que, mein liebe? — Ele desacelerou. — Vai ligar para polícia?

— Eu vou, não estou blefando.

— E vai falar o que? Que seu noivo te sequestrou?

— Você é louco.

— Você não deveria dizer isso de seu noivo.

— Mamãe? — Nick chamou meio grogue.

— Volte a dormir querido, eu só estou conversando com seu pai. — falei.

Após longos minutos me sentindo sufocada, ele estacionou bem em frente ao meu prédio.

— Se você aparecer de novo em minha frente não responderei pelas minhas ações.

— Você fica linda quando esta brava.

— Babaca!

— Eu ouvi isso querida.

— Era para você ouvir mesmo.

Desci do carro e comecei a andar apressadamente até a portaria.

— Vai sem me dar um beijo querida?

A ultima coisa que fiz antes de entrar foi mandar o dedo do meio para ele.

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