VICTORIA THORNE
Eu empurrei a porta do apartamento 42.
O vazio me atingiu como um tapa físico. O lugar, que antes era cheio do cheiro dele e do barulho da goteira, agora estava silencioso como um túmulo. O colchão no chão estava nu. A mesa de madeira onde estudamos estava limpa. Não havia um único papel, uma única caneta, um único traço de que Liam Mercer um dia habitou aquele espaço.
Ele tinha limpado tudo. Ele tinha apagado sua existência da minha vida com uma precisão cirúrgica.
Caminhei at