LIAM MERCER
O vidro temperado da minha cobertura no último andar do prédio mais alto de Seattle oferecia uma vista espetacular da cidade banhada pela chuva. Eu estava parado ali, com uma das mãos no bolso da minha calça de alfaiataria fina e a outra segurando um copo de cristal com uísque escocês envelhecido.
O reflexo que o vidro me devolvia não era o de um garoto assustado, miserável e com o coração partido. O homem de vinte e nove anos que me encarava de volta usava um terno italiano da marc