GRACE REED
O silêncio do nosso quarto principal era denso, quebrado apenas pelo som monótono da chuva batendo contra os imensos vidros da janela que ia do chão ao teto. O relógio digital na mesa de cabeceira marcava três e quarenta e cinco da manhã.
Eu estava sentada na beirada da nossa cama, vestindo uma camisola de seda branca que deslizava suavemente pela minha pele. O abajur de luz amarela estava aceso, criando uma pequena ilha de claridade na imensidão sombria do quarto. Eu não sentia so