DOMINIC THORNE
Eram exatas três e quatorze da manhã de uma terça-feira.
O silêncio na nossa cobertura era absoluto. A cidade de Nova York, lá embaixo, dormia sob um manto de névoa fria de fim de inverno. No nosso quarto, a única luz vinha do reflexo pálido da lua através das frestas da cortina. Eu estava em um sono leve, um hábito que desenvolvi nas últimas semanas. Qualquer suspiro diferente que Grace desse, qualquer movimento mais brusco, era o suficiente para me colocar em estado de alerta