CAMILA
Eu estava no jardim, Vicente dormia tranquilo. Seu corpinho pequeno estava encaixado contra o meu peito, quente, confiante demais para alguém que tinha chegado ao mundo há tão pouco tempo. Eu balançava o banco devagar, num movimento automático, repetido tantas vezes desde a noite anterior que já fazia parte de mim. Cada balanço parecia dizer ao mundo que estava tudo bem, mesmo quando eu não tinha tanta certeza disso.
O sol da manhã ainda era gentil. Não queimava, apenas aquecia. A grama