Eu não consegui sair daquela sala como se nada tivesse acontecido.
Camila ainda estava ali, com o celular na mão, o rosto pálido demais para alguém que dizia estar “bem”. Ela estava abalada. Eu vi e aquilo me incomodou de um jeito que nenhuma negociação difícil, nenhum contrato milionário ou crise empresarial jamais conseguiu.
— Se precisar de qualquer coisa… — comecei, mas parei no meio da frase.
Camila me olhava como quem estava equilibrando um elefante nas costas.
— Eu só preciso de um pouco