Amélia Moreira
O avião caía descontroladamente. Tudo acontecia em um borrão cinzento de motores gritando e poltronas chacoalhando. Abracei-me a Diana com força, fechando os olhos e esperando pelo inevitável.
Então, sinto um solavanco violento, como se a aeronave estivesse subindo de novo, lutando contra a gravidade. Abro os olhos e vejo Inácio, Xz e X9 com olhares confusos, o pavor de segundos atrás substituído por uma incredulidade silenciosa.
— Não está mais caindo? — questiono, a voz embarga