03 Uma ligação tão quente.

ELISE:

O comando foi direto, sem hesitação. Senti meu rosto queimar. No escuro do quarto, eu me movi.

Meus dedos tocaram a renda da calcinha de algodão frouxa, eu apostei para baixo, devagar, sentindo a pele e esfriar com o contato do ar.

— Eu tirei... A calcinha.

— Tirou?

— Sim...

Sussurrei nervosa. Tão nervosamente excitada.

— Agora....

Ele continuou e a voz dele estava mais baixa, íntima. Tão absurdamente excitante.

— Pega o vibrador.

Meus dedos tocaram o plástico frio do brinquedo na gaveta da mesa de cabeceira. O motor emitiu um zumbido baixo quando eu o liguei.

— Liguei...

— Leva ao seu clitóris, Pimentinha. Não encosta. Só deixa ele vibrar perto. Deixa o calor subir.

Eu obedeci.

O zumbido parecia amplificado nos meus ouvidos. Senti um calor subir pelo meu corpo.

— Ah....

— Isso, geme pra mim... Vou continuar de onde parei... Beijaria seu umbigo.

Senti o calor subir por todo meu corpo, e uma pressão tão absurda entre minhas pernas.

— Até chegar na sua buceta molhada, pimentinha. Eu abriria suas pernas com as minhas mãos. E a lamberia devagar... Sentiria o seu sabor, o seu calor.

Aí meu pai...

Aquilo era loucura, estava transando por telefone com um completo estranho.

A vibração no meu corpo, era tanta, e eu não queria só sentir, eu queria ser única... Queria marcar também quem estava do outro lado da tela.

— Se você quiser eu faço o mesmo...

— Eu iria adorar, Pimentinha. A um bom tempo não faço isso, dessa forma pelo celular... Seria um prazer te corromper gostoso.

Senti um calor subir pelo meu corpo. Comecei a dizer o que faria com ele até ele gozar.

— Tocaria seus peitorais, deslizando minhas mãos delicadas e devagar... enquanto olhava nos teus olhos. Me abaixando na sua frente, deslizando minha língua por todo teu corpo.

— hum.. você é boa.

abrir um sorriso satisfeito.

— Eu pegaria teus cabelos, saboreando cada olhar faminto que você me dá.

meu corpo pulsou, encostei o vibrador e meu corpo deu um espasmos.

— Hum.. eu tiraria seu membro pra fora e passaria a língua nele todo.

— pimentinha...

ele rosna me dando uma satisfação latente.

— Até sentir o salgado do seu pré gozo e faz mais e mais... até você...

— Arg...

Parei sentindo o gosto de satisfazer um homem delirar, tão insano.

Estávamos no ápice do prazer. Minha respiração estava curta, ofegante.

Estava no escuro do quarto, com os fones enterrados nos ouvidos, e ele... ele estava do outro lado da linha, em algum lugar próximo.

De repente, o motor do vibrador parou de zumbir. O silêncio no quarto parecia amplificado.

Do outro lado da linha, ouvi o Lobo soltar um som que parecia um suspiro distorcido pelo filtro.

— Você... você gozou, Lobo?

perguntei, minha "Voz" soando mais trêmula do que eu gostaria.

— Sim, Pimentinha...

sussurrou de volta, e a voz dele estava mais baixa.

— E foi a coisa mais gostosa que eu já ouvi.

Mordi o lábio inferior. Senti um calor subir pelo meu corpo.

— Eu também...

sussurrei, sentindo o corpo normalizar..

Ficamos em silêncio por alguns segundos, apenas ouvindo a respiração um do outro, distorcida pelo filtro..

Estava exausta, mas satisfeita.

Prendi a respiração.

— Lobo?

sussurrei, minha "Voz" soando mais atrevida do que eu jamais seria na Vértice.

— Eu preciso dormir. Amanhã o dia vai ser corrido na...

Senti meu rosto queimar de vergonha.

Eu tinha quase arruinado tudo de novo. Tinha quase dito o nome do estúdio. Mas o Lobo nem sabia.

— Entendi, Pimentinha...

sussurrou de volta, e a voz dele estava mais baixa.

— Vai lá descansar. Amanhã o dia vai ser corrido mesmo.

— Se despede de mim, Lobo.

Prendi a respiração. Do outro lado da linha ouvir o lobo soltar um risinho.

— Tchau, Pimentinha...

ele sussurrou de volta.

— Até amanhã. Nunca dá para saber se tiverei na vida real... Isso me excita.

Prendi a respiração. Senti um calor subir pelo meu corpo.

.....

Ele desligou a chamada.

Eu fiquei ali, no escuro do quarto, com os fones de ouvido enterrados nos ouvidos, e o celular pesando na minha mão.

"Nunca dá para saber se te verei na vida real."

Senti um calor subir pelo meu corpo. Impossível você me reconhecer, Lobo.

Não a mulher que descrevi.

Eu mentiu sobre tudo. Disse ser magra, ter olhos castanhos, cabelos castanhos ondulados...

E eu... eu sou a Elisa.

A auxiliar plus size da Vértice Concept.

A "menina do café" que nem olha.

...

Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App