Mundo de ficçãoIniciar sessãoELISE:
O comando foi direto, sem hesitação. Senti meu rosto queimar. No escuro do quarto, eu me movi. Meus dedos tocaram a renda da calcinha de algodão frouxa, eu apostei para baixo, devagar, sentindo a pele e esfriar com o contato do ar. — Eu tirei... A calcinha. — Tirou? — Sim... Sussurrei nervosa. Tão nervosamente excitada. — Agora.... Ele continuou e a voz dele estava mais baixa, íntima. Tão absurdamente excitante. — Pega o vibrador. Meus dedos tocaram o plástico frio do brinquedo na gaveta da mesa de cabeceira. O motor emitiu um zumbido baixo quando eu o liguei. — Liguei... — Leva ao seu clitóris, Pimentinha. Não encosta. Só deixa ele vibrar perto. Deixa o calor subir. Eu obedeci. O zumbido parecia amplificado nos meus ouvidos. Senti um calor subir pelo meu corpo. — Ah.... — Isso, geme pra mim... Vou continuar de onde parei... Beijaria seu umbigo. Senti o calor subir por todo meu corpo, e uma pressão tão absurda entre minhas pernas. — Até chegar na sua buceta molhada, pimentinha. Eu abriria suas pernas com as minhas mãos. E a lamberia devagar... Sentiria o seu sabor, o seu calor. Aí meu pai... Aquilo era loucura, estava transando por telefone com um completo estranho. A vibração no meu corpo, era tanta, e eu não queria só sentir, eu queria ser única... Queria marcar também quem estava do outro lado da tela. — Se você quiser eu faço o mesmo... — Eu iria adorar, Pimentinha. A um bom tempo não faço isso, dessa forma pelo celular... Seria um prazer te corromper gostoso. Senti um calor subir pelo meu corpo. Comecei a dizer o que faria com ele até ele gozar. — Tocaria seus peitorais, deslizando minhas mãos delicadas e devagar... enquanto olhava nos teus olhos. Me abaixando na sua frente, deslizando minha língua por todo teu corpo. — hum.. você é boa. abrir um sorriso satisfeito. — Eu pegaria teus cabelos, saboreando cada olhar faminto que você me dá. meu corpo pulsou, encostei o vibrador e meu corpo deu um espasmos. — Hum.. eu tiraria seu membro pra fora e passaria a língua nele todo. — pimentinha... ele rosna me dando uma satisfação latente. — Até sentir o salgado do seu pré gozo e faz mais e mais... até você... — Arg... Parei sentindo o gosto de satisfazer um homem delirar, tão insano. Estávamos no ápice do prazer. Minha respiração estava curta, ofegante. Estava no escuro do quarto, com os fones enterrados nos ouvidos, e ele... ele estava do outro lado da linha, em algum lugar próximo. De repente, o motor do vibrador parou de zumbir. O silêncio no quarto parecia amplificado. Do outro lado da linha, ouvi o Lobo soltar um som que parecia um suspiro distorcido pelo filtro. — Você... você gozou, Lobo? perguntei, minha "Voz" soando mais trêmula do que eu gostaria. — Sim, Pimentinha... sussurrou de volta, e a voz dele estava mais baixa. — E foi a coisa mais gostosa que eu já ouvi. Mordi o lábio inferior. Senti um calor subir pelo meu corpo. — Eu também... sussurrei, sentindo o corpo normalizar.. Ficamos em silêncio por alguns segundos, apenas ouvindo a respiração um do outro, distorcida pelo filtro.. Estava exausta, mas satisfeita. Prendi a respiração. — Lobo? sussurrei, minha "Voz" soando mais atrevida do que eu jamais seria na Vértice. — Eu preciso dormir. Amanhã o dia vai ser corrido na... Senti meu rosto queimar de vergonha. Eu tinha quase arruinado tudo de novo. Tinha quase dito o nome do estúdio. Mas o Lobo nem sabia. — Entendi, Pimentinha... sussurrou de volta, e a voz dele estava mais baixa. — Vai lá descansar. Amanhã o dia vai ser corrido mesmo. — Se despede de mim, Lobo. Prendi a respiração. Do outro lado da linha ouvir o lobo soltar um risinho. — Tchau, Pimentinha... ele sussurrou de volta. — Até amanhã. Nunca dá para saber se tiverei na vida real... Isso me excita. Prendi a respiração. Senti um calor subir pelo meu corpo. ..... Ele desligou a chamada. Eu fiquei ali, no escuro do quarto, com os fones de ouvido enterrados nos ouvidos, e o celular pesando na minha mão. "Nunca dá para saber se te verei na vida real." Senti um calor subir pelo meu corpo. Impossível você me reconhecer, Lobo. Não a mulher que descrevi. Eu mentiu sobre tudo. Disse ser magra, ter olhos castanhos, cabelos castanhos ondulados... E eu... eu sou a Elisa. A auxiliar plus size da Vértice Concept. A "menina do café" que nem olha. ...






