Charlote era incapaz de ficar em silêncio por mais de trinta segundos.
Ethan a ouviu tagarelar pelo telefone com aquela paciência que ele mesmo não saberia explicar — sobre o pesadelo, sobre o jogo que havia jogado antes de dormir, sobre o cachorro que havia visto pela janela do hospital semanas atrás e que ainda não havia esquecido.
Na porta do quarto, Nyla parou.
A xícara de água com mel nas mãos, o corpo imóvel.
Ele estava sorrindo.
Não era o sorriso controlado e calculado que ele usava com