Artur entrou silencioso no quarto, como tem feito nas últimas noites. Ele respeita meu luto, minha dor, mas não se distancia.
É como se dissesse:
“Estou aqui, mesmo que você ainda não saiba como usar meu apoio.”
— Alguma notícia? Ele pergunta com a voz baixa, temendo a resposta.
Faço que sim com a cabeça, sem encará-lo. Mostro o áudio. Artur escuta com o maxilar tenso. Quando acaba, a raiva transparece em cada linha do seu rosto.
— Isso não vai ficar assim. Ele se afasta e começa a digit