Duncan saiu do Hotel Margueritte com o passo tranquilo de quem tem tempo, mas os olhos de um ex agente da lei atentos em cada sombra. O calor do meio-dia reverberava nas paredes brancas das construções, fazendo a cidade parecer embaçada. Mas ele via com clareza. Era um homem treinado para enxergar o que os outros fingem esconder.
Cruzou a rua central com naturalidade, desviando das carroças e dos gritos dos vendedores. A cidade fervilhava de uma energia abafada, como um animal preso em jaula. A