Confusa, deslocada, envergonhada, Melody sentiu uma mão pousar em seu ombro. O calor do toque atravessou a couraça de vergonha que a envolvia como uma mortalha. A voz suave de Ida veio como um bálsamo inesperado.
— Venha, meu bem. Está tudo bem… de verdade.
Melody não respondeu. Apenas largou as faixas no chão, como quem larga os escombros de uma guerra silenciosa, e, anestesiada, se levantou. Cada movimento parecia acontecer sob o peso da água. Um cansaço antigo, enraizado em suas costelas, em