O RASGAR DO VÉU
SEBASTIAN
A luminária de mesa projeta uma sombra longa sobre o mogno enquanto meus dedos rompem o lacre plástico da pasta preta. O som do material se rasgando ecoa no escritório silencioso como um aviso de que, o que quer que esteja ali dentro, mudará o curso das próximas horas. Puxo o primeiro maço de folhas e, de imediato, a folha de rosto me faz travar o movimento. Há um carimbo dos correios internacionais e um código de rastreamento com origem clara.