BIANCA
Entro no apartamento sentindo o chão fugir sob os meus pés, mas a raiva que queima no meu peito é maior do que qualquer desespero. Nada está perdido. Ele pensa que me destruiu, mas não sabe de nada.
A governanta vem ao meu encontro com a postura rígida de sempre, mas evito qualquer olhar de pena.
— Preciso que você me ajude a arrumar absolutamente todas as minhas coisas — determino, a voz ríspida, sem dar espaço para perguntas. — E peça para o motorista subir para pegar as minhas ma