“Não acredita em nada que eu disser hoje.”
A frase de Mauro ficou parada no papel como se tivesse peso. Eu li uma vez, duas, três, tentando fazer a letra dele virar alguma explicação menos perigosa. Não consegui. A mão dele tinha roçado na minha por menos de um segundo, mas meu corpo ainda lembrava como se fosse um toque inteiro.
Dobrei a folha rápido e enfiei no meio de outro relatório antes que alguém se aproximasse. Naquela sala, até papel parecia testemunha. Beatriz conversava com a mulher