A mulher continuava gravando.
Eu estava no chão da calçada, com Mauro por cima de mim, o braço dele ainda protegendo minha cabeça e a respiração batendo no meu rosto. A van da Vértice tinha batido no poste alguns metros à frente, o motorista xingava preso pelo cinto, as mulheres que tinham descido se espalhavam pela calçada, e mesmo assim o que a câmera pegava era nós dois. Sempre nós dois.
— Nathalia Monte! — a mulher gritou, com o celular tremendo na mão. — Você é a moça da Noir?
Mauro se lev