A tela acesa no fundo da sala mostrava duas palavras que pareciam ter sido escolhidas para condenar antes mesmo de qualquer frase ser dita.
“CONFISSÃO MAURO.”
Não era “depoimento”, não era “esclarecimento”, não era “provas do Protocolo Lótus”. Era confissão. Uma moldura pronta. Um buraco aberto no chão com o nome dele escrito na borda.
Beatriz foi a primeira a reagir. Avançou até o painel, tentou desligar a transmissão, depois chamou um técnico pelo rádio. A resposta veio cheia de ruído, mas de