A senha era o dia em que Jeremias tirou Helena do filho.
Ninguém disse isso em voz alta de primeira. Não precisava. A frase ficou no corredor, misturada ao alarme, ao cheiro velho da casa anexa e à respiração curta de Mauro pela câmera. Ele estava diante do terminal antigo, com Renata ao lado e Alessandra logo atrás, os três iluminados por uma luz azulada de arquivo morto. Do nosso lado, Helena segurava minha mão como se eu fosse a coisa mais firme disponível no mundo. O que era uma piada cruel