Bernardo
― Oi, Bruxinha! ― digo ao vê-la sair do colégio. Fico um dia sem ver essa ruiva e me parece uma eternidade. Ela sempre provocou algo em mim, só não sabia que era amor.
Ela revira os olhos para o meu uniforme, como sempre.
Abro a porta para ela entrar. Assim que coloco o carro em movimento, ela diz:
― Onde vamos?
― Ao meu apartamento.
― Nada criativo.
― Por que? Onde Ângelo te levou?
― Lugar nenhum. Acabou que ele precisou trabalhar.
― Perdeu ― digo irônico. E vejo ela sorrir de um jeit