O som da campainha me arrancou daquele sonho quase improvável — mas era real. Estava acontecendo. Eu sabia disso porque meu corpo ainda ardia, colado ao dele, sentindo o gosto daquele beijo urgente, desesperado, como se o mundo estivesse prestes a acabar. Meus lábios ainda tremiam, e o rosto queimava de vergonha. Eu... eu tinha acabado de beijar meu chefe.
Não — ele me beijou. Foi ele.
E por que eu disse tudo aquilo? Eu não devia ter falado nada. Será que ele entendeu errado? Ou será que eu é q