Narrado por Mikhail Petrov
O som suave do motor do jato particular preenchia o silêncio da cabine, quase como um sussurro constante, uma respiração mecânica que me mantinha ancorado à realidade. A luz dourada do amanhecer atravessava as janelas do avião, pintando o interior com tons quentes e suaves. Meus olhos estavam cravados nela. Mia.
Ela dormia sobre a cama ao fundo da cabine, toda espalhada, os cabelos bagunçados e os lábios entreabertos. Havia algo de brutalmente inocente e selvagem nela