Irina Petrova.
O tempo se esticava como uma lâmina afiada, cada segundo arrastando consigo a incerteza e o desconforto. Amarrada e amordaçada novamente, minhas forças pareciam escapar como a areia que escorrega pelos dedos. Os lábios ressecados clamavam por um alívio, mas a mordaça era implacável em seu aperto, prendendo não apenas palavras, mas também qualquer tentativa de conforto.
A sensação entorpecente nas mãos tornava cada movimento uma tarefa árdua. Eu me debatia contra as amarras, desej