O quarto onde me colocaram era frio e cheirava a pedra molhada, como o quintal depois da chuva forte. As paredes cinzentas eram altas, com rachaduras que pareciam teias de aranha gigantes, e uma janela pequena, lá no topo, deixava a luz da lua cheia entrar, fazendo sombras dançarem no chão como fantasmas. Eu estava sentado num colchão velho, o pano rasgado pinicando minhas pernas, e meu coração batia rápido, como quando corria com a mamãe no parque até ficar sem fôlego.
Queria a mamãe. Mas aqu