A carta ainda queimava em minha mente enquanto atravessava a floresta, o papel amassado no bolso da jaqueta como um peso vivo. “Ele não é o que parece, Princesa.” As palavras me perseguiam, mas minha loba rugia, exigindo que eu ignorasse o aviso e seguisse o chamado que pulsava em meu sangue. O ar da noite era denso, cheirava a musgo e pinho, e o luar filtrado pelas copas das árvores lançava sombras que dançavam como espectros. Meus pés descalços afundavam na terra fria, cada passo ecoava com a