Estava no quarto, deitada na cama com um livro em mãos qualquer livro, não importava qual, desde que me distraísse. Salvatore já estava bem melhor do tiro: caminhava, resolvia suas coisas, mancava um pouco, mas estava de pé. De um lado, senti falta de tê-lo doente ,refém de mim, dependente. Agora ele voltara ao controle e estava distante. De outro, o lado meio obsessivo que eu nem sabia que tinha gostou da ideia de tê-lo ali, de ser eu quem cuidava de ele. Sempre ficava bem melhor quando não estava totalmente no comando da situação.
Ele entrou no banheiro para se arrumar para sair e esqueceu o telefone na mesinha de cabeceira. Quando tocou, o nome Lívia brilhou na tela. Peguei e atendi.
— Oi, Salvatore? — A voz doce e enjoativa de Lívia preencheu meus tímpanos. Preciso falar com você meu amor
— Não é Salvatore — disse eu, firme. É a esposa dele.
Silêncio se fez do outro lado. Achei que ela não responderia, mas depois:
— Passe pra ele. É com ele que eu quero falar. Com meu am