Três dias. Setenta e duas horas. Quatro mil, trezentos e vinte minutos de um silêncio sepulcral e aterrorizante que parecia esmagar as paredes de pedra daquele bunker. O ar ali dentro era pesado, gelado, e o tremor constante das nossas respirações descontroladas. Não havia sinal de celular. As redes de comunicação da máfia estavam completamente criptografadas sob protocolo de emergência, e a pequena televisão no canto da sala não passava nada além de notícias vagas e censuradas sobre "incêndi