O gato comeu sua língua...
Gustavo
Atravessei a grande porta de madeira, pesada e imponente, sentido o ar fresco da tarde me envolver assim que alcancei o jardim nos fundos da mansão. O caminho de pedra destacou a beleza do gramado verde e das plantas, mas a minha atenção se fixou de imediato na figura do meu irmão.
Júlio César estava ali, sentado no banco próximo ao espelho d’água com o celular na mão e o olhar distante, como se carregasse o peso de todos os pensamentos do mundo.
– O que você está fazendo aqui?
– Só pen