Que apesar de tudo… eu nunca fui tão feliz quanto agora.
Caleb
Depois do jantar, a casa ficou daquele jeito que só fica quando o dia foi longo, mas bom. A mesa ainda tinha cheiro de comida caseira, as luzes estavam mais baixas, e o silêncio era quebrado só pelos barulhinhos dos bebês no carrinho. Lucas fazia uns sons estranhos, como se estivesse reclamando da vida, e Isabela mexia as perninhas, inquieta, já dando sinais claros de que estava na hora do banho.
Eu e a Pamela trocamos um olhar. Não precisou falar nada. Era o nosso código silencioso: “vamos, é hora”.
Peguei o Lucas no colo, sentindo aquele peso pequeno, quente, vivo. Ainda me impressionava pensar que eu era pai. Que aquelas duas criaturinhas dependiam de mim pra absolutamente tudo. Pamela pegou a Isabela, deu um beijo rápido na testa dela e seguimos pro banheiro das crianças.
O banheiro já estava preparado. A banheira pequena, a água morninha, as toalhas separadas. Tudo no lugar. A rotina tinha virado nosso ponto de equilíbrio no meio de tanta coisa que a gente já viveu.
— Você