Eu não estou sozinha...
Pamela
Quando eu abracei a Valentina, foi diferente de todos os outros abraços que eu tinha dado nos últimos dias. Não foi aquele abraço desesperado, pedindo socorro. Foi um abraço de reconhecimento. De pertencimento. Como se, no meio do caos, eu tivesse encontrado um pedaço de chão firme.
Eu apertei ela forte. Forte mesmo. Como se tivesse medo de que ela sumisse também.
— Obrigada… — eu falei com a voz abafada no ombro dela. — Obrigada por vir.
Valentina respirou fundo antes de responder. Eu s