Caleb
Eram quase três da manhã quando senti Pamela se mexendo ao meu lado. Primeiro, pensei que ela só estivesse se virando, mas logo veio o empurrãozinho de leve no meu braço.
— Caleb... — ela murmurou, com aquela voz manhosa que eu já sabia que significava problema.
Abri um olho, meio grogue. — Hm? O que foi, amor?
Ela se sentou na cama, o cabelo bagunçado e o olhar sério, como se estivesse prestes a resolver um grande dilema da vida.
— Eu tô com vontade.
— Vontade de quê? — perguntei, já com medo da resposta.
Ela me olhou como se fosse óbvio. — Ameixa verde. Com picolé de milho verde.
Eu pisquei umas três vezes antes de responder. — Amor... são três da manhã.
— E? — ela cruzou os braços. — Quer que o seu filho nasça com cara de picolé e ameixa verde?
Suspirei, esfregando o rosto. — Sério mesmo que isso é uma coisa que acontece?
— Claro que sim. — Ela me encarou séria, mas os olhos brilhavam de birra. — Já ouvi várias grávidas falando que se o marido não mata a vontade da mulher, o