Eu entrei no carro e fiquei alguns segundos parado, com as mãos no volante, olhando pro nada. O galpão ainda estava ali atrás de mim, vazio, silencioso, como se estivesse rindo da minha cara. Meu peito doía de um jeito físico, real. Parecia que alguém tinha enfiado a mão dentro de mim e apertado meu coração até quase estourar.
Peguei o celular. Demorei pra desbloquear. Eu não queria fazer aquela ligação. Não queria ouvir a voz da Pamela quebrando do outro lado. Mas eu precisava. Ela tinha o dir