Mãe de Anália
Observo pela janela, como quem assiste a uma vida que já não me pertence. Lá embaixo, Analia sorri, tão cheia de luz, com o filho nos braços, meu neto. Meu sangue. O filho dela com o Alfa. Um novo ciclo que eu deveria fazer parte — mas ainda não consigo.
Minhas mãos tremem. Aperto a cortina, como se ela pudesse me manter em pé. Às vezes acho que só estou viva porque Jürgen quis me salvar. Porque ele me forçou a aceitar o que eu lutei a vida inteira para negar.
Uma sucubus.
Me odei